Gosto do esporte porque ele é símbolo da paz. Ou deveria ser.
Gosto do futebol porque ele une uma multidão que torce por um mesmo objetivo. Ou deveria torcer.
O que se viu ontem, no Estádio do Beira-Rio, não foi exatamente o que pessoas que pensam como eu almejam para o mundo da bola.
As mesmas brigas que vemos continuamente do lado de fora dos estádios e também nas arquibancadas, ontem foram vistas no gramado. Entre jogadores.
Graças a muito esforço, um bom time e principalmente um ténico eficiente mais uma vez o Internacional de Porto Alegre sagrou-se campeão da Libertadores da América.
Foi a típica partida emocionante. Com direito a virada do vencedor.
Golaços como o de Rafael Sobis e Giuliano - o que entra para salvar. O garoto paranaense vendido por uma miséria ao Internacional. E que só lá conseguiu reconhecimento.
Mas durante o jogo viu-se também agressões verbais e físicas. Socos e pontapés.
Discórdia pouco antes da entrega da Taça. E, acima de tudo, uma enorme ingratidão dos mexicanos.
Tudo muito bem registrado pelas câmeras da Sport Tv e nem sequer colocado em questão pelos comentaristas.
Reynoso não teve pena de Rafael Sobis no início do segundo tempo. Desferiu três socos nas costas do jogador do Inter.
O mesmo Reynoso que já guspiu no rosto do jogador argentino Penco, na Libertadores do ano passado.
O mesmo Reynoso que deveria ser banido do futebol.
O mesmo Reynoso que deveria ser banido do futebol.
E o que se viu hoje nas manchetes de jornal não se referia apenas à vitória do Inter. E sim uma mancha no final do campeonato.
Lamentável.
Sangue no futebol? Só queremos ver aquele sangue inocente, sem maiores danos como o de Tinga - que mostrou raça, paixão pelo esporte.
Fora isso, discriminamos.
Se não for assim não queremos.
Não precisamos de agressores. Não precisamos de bandidos. Não pagamos para vê-los.
Queremos ver lágrimas de alegria. Não a que alguns derramaram ontem ao ver a briga após o apito determinando o fim do jogo.
Mais uma vez a Confederação Sulamericana de Futebol, numa tentativa de integração com o país da América Central, cometeu um erro ao convidar o Chivas para a disputa da Libertadores. E deve repensar ao escolher um outro convidado nos próximos torneios.
Nem nos cumprimentos de Pelé - o REI que tantos querem conhecer - os visitantes se mostraram gratos.
O que deveria ser uma demonstração de amizade, tornou-se uma vergonha. Principalmente para o México.
Não é esse tipo de jogo que queremos ver.
Quem vence é quem sabe jogar.
E quem sabe aceitar que perdeu.
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foi realmente lamentavel mas queremos seus posts mais engraçados
ResponderExcluirnossa excelente texto .... esse time do México joga bem, nada demais, mas se mostrou bem desequilibrado
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