Foto afanada de Franklin de Freitas. Mais em www.fotojornalismocuritiba.blogspot.com
As faixas de boas vindas aparentavam em maior número misturadas aos panfletos de campanha eleitoral.
Dentro do Estádio: reforço policial, torcida em peso e candidatos políticos à espreita, esperando uma oportunidade de se mostrarem coxas-brancas como nunca antes.
O Major Antônio Couto Pereira nunca foi tão alviverde.
Os 12 graus que marcavam no início da partida traziam a sensação de 6 graus na arquibancada.
O pequeno Vinícius, envolvido por um agasalho e um cachecol do Clube que nasceu torcendo - se aqueceu com gritos direcionados ao campo.
Foi um daqueles dias em que o árbitro gostaria de recusar trabalho.
O dia 18 de setembro de 2010 marcou o retorno de um time que precisou ser punido para voltar a ser amado por sua torcida.
Foram 10 mandos fora de casa. O irrisório valor de 5 mil reais como multa imposto pelo STJD. E a maior perda: A sensação de união... Alguns daqueles que um dia frequentaram o estádio hoje já não podem mais estar lá graças ao fatídico 6 de dezembro de 2009.
O dia em que o mundo conheceu a fúria e o desamor de uma torcida.
Hoje, na segunda colocação da Série B do Campeonato Brasileiro a equipe do Alto da Glória tenta se reerguer. De camisa nova (escolhida pela torcida) o time de Ney Franco entrou imponente no campo.
Para bom roedor de unha o primeiro tempo foi prato cheio.
Com a forte marcação, o estreante Tcheco não teve o melhor dos desempenhos. Deixou a torcida na ansiedade.
Foto afanada de Franklin de Freitas. Mais em www.fotojornalismocuritiba.blogspot.com
O segundo tempo não foi muito diferente até os 14 minutos quando Leonardo, num lançamento dentro da área, encheu o pé pra marcar no canto direito.
E foi então que a cena mais bonita fez-se tão rapidamente como quem assopra um catavento. No mesmo instante os 28 mil expectadores estavam em pé, sorrindo, vibrando e cantando: "Ah, glorioso! Como é bom te ver campeão de novo".
Aos 41 minutos, apenas para findar a partida, Léo Gago bateu falta e ampliou o placar, marcando no canto direito do adversário.
O comandante da operação - com orgulho - poderia reescrever a história de René Simões: Do caos ao topo.
Mas o voto de confiança certamente só retornará em 2011, quando um brilho nos olhos do coxa-branca renascer e anunciar o retorno à primeira divisão.
.




Muito bom teu site Silvia. Gostei bastante. Parabéns. Beijão.
ResponderExcluirExcelente texto
ResponderExcluirOntem a cidade estremeceu, o retorno do maior, do mais tradicional e mais ganhador clube paranaense a sua casa foi emocionante, a elite nos espera.